JASON BOURNE

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JULIETA

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CRÍTICA: ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM


Após o fim da saga bilionária de Harry Potter, com “Relíquias da Morte – Parte 2”, milhões de fãs ao redor do planeta levantaram a seguinte questão: Será que acabou a magia? A resposta é não. Isso por que, em 2013, a Warner Bros. anunciou a adaptação de “Animais Fantásticos e onde habitam” para os cinemas, o que fez com que fosse reacendida uma chama de esperança para os aficionados no universo mágico de J.K. Rowling.

Esse novo filme (Originalmente seria uma trilogia, mas serão cinco longas) se passa na América dos anos 20, num período conturbado, por conta do Pós-Guerra e precedendo a Grande Depressão. Nesse contexto, o bruxo inglês Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à Nova York com uma mala repleta de animais mágicos que estão ameaçados de extinção e, paralelo a isso, estranhos acontecimentos ocorrem na cidade.

A história se passa antes dos eventos da Escola de Hogwarts, então não se pode dizer que é uma continuação da saga, pois Harry Potter e Alvo Dumbledore são somente citados no filme.

Com direção de David Yates, responsável pelos 4 últimos filmes do Harry Potter, “Animais Fantásticos e onde habitam” consegue manter o equilíbrio entre comédia e terror graças, também, ao ótimo roteiro, assinado por quem mais entende desse universo: A própria idealizadora do livro, J.K. Rowling. Aliado a isso, a reconstituição de época e fotografia são impecáveis, com predomínio do cinza, justamente para dar um ar mais sombrio, remetendo aquela época um tanto controversa com muita competência.

Outro ponto forte foi a escolha acertada do elenco, em especial Eddie Redmayne como o Sr. Scamander, que dá um ar ingênuo ao personagem, já que sua preocupação, a princípio, era proteger os animais presentes naquela famigerada mala, se tornando um despretensioso herói. Além dele, a intérprete de Tina (Katherine Waterston) e sua irmã Queenie Goldstein (Alison Sudol), que tem o poder de ler a mente das pessoas, estão muito bem em seus respectivos papéis. Mas quem se destaca como o grande nome do filme (Não querendo ofuscar o protagonista) é o intéprete de Jacob Kowalski (Dan Fogler), o Não-Maj (Versão americana de “Trouxa”), responsável pelos momentos mais hilários da história.


Por fim, podemos notar o fôlego ainda presente de J.K.Rowling para nos encantar com histórias mágicas e que não são superficiais. Certamente essa saga será um alento para milhares de fãs carentes pelo fim da era Harry Potter. Aguardemos mais novidades dessa incrível escritora.

Trailer

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