JASON BOURNE

JASON BOURNE

JULIETA

JULIETA

sábado, 19 de abril de 2014

ESTREIAS DE 17 DE ABRIL DE 2014

Nessa quinta-feira tem mais  oito filmes chegando na sala de cinema para entreter os cinéfilos nesse feriadão prolongado de Páscoa, Tiradentes e São Jorge.


Vamos começar pelo cinema nacional que chega com duas comédias: a sátira Copa de Elite do estreante Victor Brandt e Júlio Sumiu de Roberto Berliner. 




Hollywood nos enviar mais uma adaptação de Best Seller, Divergentes e O Filho de Deus. 



A Venezuela manda Pelo Malo. 



A europa nos envia dois longas, uma co-produção entre Bégica e Itália, Marina e uma produção francesa, O Palácio Francês.



Para fechar as estreias, a China manda O Grande Mestre.







COPA DE ELITE


Sinopse: Prestes a sediar a Copa do Mundo, o Brasil vê nas telonas uma série de paródias dos filmes nacionais mais importantes dos últimos tempos.



Crítica: Copa de Elite é uma sátira aos filmes do cinema nacional. O longa dirigido por Victor Brandt é despretensioso e assume seu lado brincalhão e bem humorado com diversos títulos do nosso cinema. Algumas piadas funcionam bem e outras nem tanto, mas a missão é só divertir e descontrair.

O elenco está bem e tem como protagonista o ator Marcos Veras em sua estreia no Cinema. Ele interpreta  o policial Jorge Capitão que faz uma sátira do herói do cinema nacional Capitão Nascimento do filme "Tropa de Elite." Como sua parceira ninguém menos que Júlia Rabello sua esposa e parceira no divertido programa de humor na internet "Porta dos Fundos". Julia Rabello que encena Bruna Alpinistinha, um misto de "Bruna Surfistinha" com a "De Pernas Pro Ar" . 


Os três policiais que trabalham com Capitão são Zero Meia personagem de Milton Filho, Zero Dois de Daniel Furlan e o gênio dos artefatos policiais, Zero Pi de Rafael Studart. Três atores talentosos. Além do chefe de Capitão, o vivido por Victor Leal.


Para contar um pouco sobre outras histórias que vão custurando essa trama, outros atores dão o ar de sua graça marcando território, tem a dupla de presidiários vividos por Babu Santana e  Thamy Miranda. Outra dupla divertida é do núcleo mediúnico, Bento Ribeiro vive Xico Xavier e Antônio Pedro seu amigo o espírito Manuel. Alexandre Frota vive a mãe de Capitão fazendo a sátira de "Minha Mãe é Uma Peça". 


O vilão da história é René Rodrigues personagem de Rafinha Bastos. 


A história é uma colcha de retalhos que vai unindo vários títulos como: Tropa de Elite, Bruna Surfistinha, De Pernas Pro Ar, Xico Xavier, Dois Filhos de Francisco, E a Vida Continua, Carandirú, A Mulher Invisível, Se Eu Fosse Você e O Homem do Futuro. Tudo isso ligando a Copa do Mundo. A brincadeira é que ao salvar uma vítima de um sequestro, Capitão é odiado porque a vítima se tratava do craque argentino Messi e a final é disputada por Brasil e Argentina com a participação do Papa Francisco vivido por um ator bem parecido.


Copa de Elite é para quem quer divertir com uma sátira que fala do universo do nosso cinema com toques de humor negro. 






Ficha Técnica

Título Original: Copa de Elite

Título no Brasil: Copa de Elite



Direção: Vitor Brandt

Roteiro: Pedro Aguilera e Vitor Brandt.

Elenco: Marcos Veras, Júlia Rabello, Rafinha Bastos, Milton Filho, Daniel Furlan, Rafael Studart, Bruno de Lucca, Anitta, Babu Santana, Thammy Miranda, Alexandre Frota, Antônio Pedro, Bento Ribeiro, Victor Leal e Grupo Molejo.  

Ano: 2014

País: Brasil

Cor: Preto e Branco

Distribuidora: Fox Film



TRAILER





JÚLIO SUMIU








Sinopse: Família comum envolve-se em uma grande confusão no Rio de Janeiro, durante o início da implantação das UPPs. Um dia, Edna (Lilia Cabral), mãe dos garotos Júlio (Pedro Nercessian) e Sílvio (Fiuk), acorda desesperada e percebe que Júlio sumiu.


Crítica: Em Breve.


Ficha Técnica

Título Original: Júlio Sumiu

Título no Brasil: Júlio Sumiu

Gênero: Comédia

Direção: Roberto Berliner

Roteiro: Beto Silva e Patrícia Andrade.


Elenco: Lilia Cabral, Pedro Nercessian, Stephan Nercessian, Augusto Madeira, Leandro Firmino, Fiuk, Babu Santana, Carolina Dieckerman, Dudu Sandroni,  Hugo Grativol, Leandro Firmino e Sergio Bezerra.



Produção: Lorena Bondarovsky, Manfredo G. Barreto, Rodrigo Letier

Ano: 2014

País: Brasil

Cor: Colorido

Distribuidora: Imagem Filmes

Estúdio: Globo Filmes / Telecine / TV Zero


Trailer 





DIVERGENTE


Sinopse: Na pós-apocalíptica Chicago, a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos e tem que escolher entre as cinco diferentes facções que controlam a cidade. Cada uma delas representa um valor diferente, são elas: Audácia, Erudição, Abnegação, Amizade e Sinceridade. Beatrice e seu irmão Calleb pertencem a Abnegação e cada um escolhe facções diferentes, o que surpreende seus pais. Principalmente quando Beatrice escolhe ir para Audácia tendo que deixar a família. O lema é fação antes do sangue. Ao chegar na Audácia, ela tem que escolher um nome e escolhe Trice. O que ninguém sabe, é que ao fazer o teste antes da cerimônia da escolha de facções, Beatrice esconde o resultado de seu teste, ela é uma Divergente. Os divergentes são perseguidos pela cúpula porque não podem ser controlados.



Crítica:  O Filme dirigido por Niel Burger segue uma linha de filmes baseados em livros que falam de sagas adolescentes.  Na trilogia da escritora Verônica Roth o primeiro livro é Divergentes que conta história de uma nova sociedade no futuro, onde os jovens aos 16 anos devem escolher suas facções para viver para o resto da vida. As cinco facções são divididas em: Abnegação: formado por pessoas altruístas, Audácia: formado por corajosos e designados para manter a ordem, Erudição: formado por inteligentes e sábios, Amizade: formado por pacifistas e Franqueza: formado por integrantes honestos que falam o que pensam. Os Divergentes não podem entrar em nenhuma facção são considerados perigosos porque não controláveis e são perseguidos e eliminados. A história começa com os irmãos Beatrice e Calleb que tem que escolher suas facções, o que pode implicar em mudar de facção e abandonar sua família, já que o lema é “facção antes do sangue”.  Quando Beatrice escolhe Audácia, ela tem que superar não só a difícil adaptação em um novo modo de vida, mas como esconder que na verdade é uma divergente.

O que nos proporciona um filme com uma história interessante, um bom roteiro, com ritmo gradativo e vai se tornando interessante a medida que Beatrice vai se desenvolvendo na história. Um dos pontos fortes foi a escolha do elenco. O casal principal funciona muito bem e tem Shailene Woodley que indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme “Os Decendentes”  como Beatrice e Theo James de Anjos da Noite: O Despertar como Four.  O elenco adulto fica por conta de Kate Winslet e Ashley Judd em lados opostos. Enquanto Kate Winslet fica com a vilã, Ashley Judd fica com a mãe de Beatrice e Calleb.
A qualidade técnica também é outro fator positivo. A fotografia tem um visual bonito e bem trabalhado com os contrastes de cenas claras e escuras. Os efeitos visuais são bem feitos e a trilha sonora compõe as intenções de cena. A montagem fecha com chave de ouro.
Para os fãs do best seller, vale dizer que o filme é menos violento que o livro, mas respeita a essência da história.  A conclusão da jornada se dará em 2017. Enquanto Divergente estreia em 2014, a continuação Insurgente em 2015 e Convergente dividido em duas partes, a primeira em 2016 e a segunda em 2017. Para quem não leu, vai poder aproveitar um bom entretenimento. Quem sabe o filme possa estimular uma ida à livraria mais próxima e ganhar novos leitores da saga.


Ficha Técnica

Título Original: Divergent

Título no Brasil: Divergente



Direção: Neil Burger

Roteiro: Evan Daugherty, Vanessa Taylor

Origem da História: Baseado na obra de Veronica Roth

Elenco: Sheilene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Ashley Judd, Zoë Kravitz, Maggie Q, Ansel Elgort,  Ben Lloyd-Hughes, Christian Madsen, Jai Courtney, Mekhi Phifer, Miles Teller, Ray Stevenson, Tony Goldwyn,

Produção: Douglas Wick, Lucy Fisher

Fotografia: Alwin H. Kuchler

Gênero: Aventura

Duração: 139 min.

Ano: 2014

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Estúdio: Red Wagon Entertainment



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O GRANDE MESTRE

Sinopse: A história verídica de Ip Man (Tony Leung), mestre de artes marciais que ficou conhecido por ter sido o mentor da lenda Bruce Lee. No fim dos anos 30, no sul da China, o lutador  derrota o grande e respeitado mestre Gong Yutian. A linda Gong Er filha de Yutian, jura vingar a honra de seu pai e desafia Ip para uma luta. Tudo muda quando a Segunda Guerra Mundial se intensifica e Ma San, o melhor estudante de Gong Tutian, escolhe o lado inimigo.

Crítica:  Kar Wai Wong conta a história de Yip Man que nasceu em 1893 e faleceu em 1972. Yip Man foi o mestre de Win Chun, mentor de Bruce Lee. O que nos leva ao universo do filmes de luta no bom estilo chinês. Com ótimas cenas de luta sem ter nada de novo, mas uma festa para quem gosta do gênero.

Cenas com uma estética característica do cinema chinês que valoriza a beleza de movimentos de cada coreografia de luta. A Fotografia é belíssima que valorizou os vidros quebrados, chutes, voos aéreos dos golpes de oponentes em uma montagem que trabalhou bem a velocidade dos movimentos de lento ao mais ágil.  Outros fatores técnicos que valorizaram o longa foram a direção de arte e o figurino.

Um elenco muito competente que tem Tony Leug, Ziyi Zhang, Chang Chen, Zhao Benshan e  dando vida aos personagens. Atores já conhecidos do público brasileiro pelos filmes: O Tigre e o Dragão, O Clã das Adagas Voadoras, Amor à Flor da Pele e Happy Times.

O Grande Mestre conta a história de um ícone das artes marciais e proporciona um ótimo entretenimento.



Ficha Técnica

Título Original:

Título no Brasil: O Grande Mestre



Direção: Kar Wai Wong

Roteiro: Haofeng Xu, Jingzhi Zou, Kar Wai Wong e Woo-ping Yuen.

Elenco: Ziyi Zhang, Tony Leung Chiu Wai, Chen Chang, Benshan Zhao,  Chia Yung Liu, Chiu Yee Tsang, Chunxiong Yin, Cung Le, Darren Leung, Elvis Tsui, Gen Peng, Han Tong, Hoi-Pang Lo, Huiwen Li, Hye-kyo Song, Kai Sui Hung, Man Keung Cho, Mancheung Wang, Meng Lo, Ni Haifeng, Qingxiang Wang, Shilin Xiao, Shun Lau, Tielong Shang, Ting Yip Ng, Tony Ling, Woo-ping Yuen, Xiao Shen-Yang, Xiaofei Zhou e Yixuan Wu.

Produção: Jacky Pang Yee Wah e Kar Wai Wong.

Fotografia: Philippe Le Sourd

Montador: William Chang

Trilha Sonora: Nathaniel Méchaly e Shigeru Umebayashi.

Gênero: Drama


Duração: 130 min.

Ano: 2013

País: China

Cor: Preto e Branco

Estúdio: Block 2 Pictures / Bona International Film Group / Jet Tone Films / Sil-Metropole Organisation


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O FILHO DE DEUS



Sinopse: A história de vida de Jesus é contada a partir de sua origem humilde através de seus ensinamentos, a crucificação e a ressurreição final









Crítica: O diretor estreante  Christopher Spencer fez um filme didático com qualidade técnica que conta com belo trabalho estético tanto no áudio, quanto no visual. A fotografia de Rob Goldie valorizou os cenários e o belíssimo trabalho de direção de arte. 


Um elenco com cuidado estético e caracterizações mais europeias que africanas, mas incontestavelmente bonito com um figurino elegante e colorido. Atores talentosos dão vida aos personagens bíblicos conhecidos por todo mundo desde que a bíblia foi escrita.

O roteiro escolheu como caminho para contar a história de Jesus Cristo, a origem de tudo. O filme é narrado sob o ponto de vista de São João Evangelista que começa com o primeiro testamento passando por Adão e Eva, Nóe, Moisés e Rei Davi até a ressurreição após o terceiro dia  da crucificação de Jesus. Apesar de ser tudo muito bonito, não apresenta nada de novo do que já foi apresentado no cinema anteriormente.



Ficha Técnica

Título Original: O Filho de Deus

Título no Brasil: O Filho de Deus


Direção: Christopher Spencer

Roteiro: Christopher Spencer, Colin Swash, Nic Young e Richard Bedser.

Elenco: Sebastian Knapp, Paul Knops,Darcie, David Rintoul, Gary Oliver, William Houston, Stewart Scudamore, Nonso Anozie, Conan Stevens, Jassa Ahluwalia, Langley Kirkwood, Patrice Naiambana, Joe Coen, Leila Mimmack, Greg Hicks, Andrew Brooke, Louise Delamere, Diogo Morgado, Darwin Shaw, Amber Rose Revah, Matthew Gravelle, Joe Wredden, Paul Marc Davis, Rick Bacon, Fraser Ayres, Said Bey, Adrian Schiller, Paul Brightwell, Simon Kunz, Sanaa Mouziane, Anas Chenin, Roma Downey, Daniel Percival, Noureddine Aberdine, Idrissa Sisco e Hami Belal.

Produção: Mark Burnett, Richard Bedser e Roma Downey.

Fotografia: Rob Goldie

Montador: Robert Hall

Trilha Sonora: Lorne Balfe

Gênero: Drama


Duração: 138 min.

Ano: 2013

País: Estados Unidos

Cor: Preto e Branco

Distribuidora: Diamond Films

Estúdio: Hearst Entertainment Productions / LightWorkers Media.



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MARINA


Sinopse: O jovem Rocco cresce na Calábria, até que um dia seu pai Salvatore decide ir para a Bélgica, onde luta para ganhar dinheiro trabalhando numa mina de carvão. Logo, ele manda buscar a família. Do dia para a noite, Rocco vira um imigrante e tem que lidar com a nova situação. Rocco quer ser como os outros jovens, quer tornar-se alguém e ter um propósito na vida. Contra a vontade de seu pai, ele encontra um escape na música e no amor. Baseado nas memórias de infância do cantor ítalo-belga Rocco Granata.


Crítica: Em Breve.


Ficha Técnica


Título Original: Marina

Título no Brasil: Marina

Direção: Stinjn Coninx

Roteiro: Rik D’Hiet, Stijn Coninx

Fotografia: Lou Berghmans

Montagem: Philippe Ravoet

Música: Michelino Bisceglia

Elenco: Matteo Simoni, Evelien Bosmans, Luigi Lo Cascio, Donatella Finocchiaro, Warre Borgmans, Marte Bosmans, Pieter Jan De Wingaert, Jelle Florizoone,Rocco Granata, Vincent Grass, Federica Marinò, Maité Redal, Chris van den Durpel, Kobe Verlinden, Wim Willaert.


País: Bélgica / Itália

Ano: 2013

Duração: 118 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Distribuição: Espaço Filmes




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PELO MALO

Sinopse: Junior (Samuel Lange Zambrano) é um menino de nove anos de idade que sonha em alisar o cabelo para ficar mais parecido com seus ídolos, cantores de cabelos compridos. Sua mãe Marta (Samantha Castillo) luta para sustentar a família após a morte do marido e, ao mesmo tempo, tenta evitar o jeito diferente do filho a todo custo.



Crítica por Ingrid Fortuna: 
O filme venezuelano é sem dúvidas, um recorte de problemas sociais que se aplicam não apenas ao país de origem, mas no mundo inteiro. Uma mãe viúva com dois filhos pequenos e sem emprego luta para superar os obstáculos da vida, tendo que lidar com frustrações e dúvidas todos os dias. 



O nome do filme Pelo Malo traduzido para o português brasileiro, quer dizer cabelo ruim e de fato, o enredo se desenrola através do desejo do menino de alisar os cabelos. É através desse detalhe que a diretora Mariana Randón entrelaça todos os conflitos sociais que interferem diretamente na história dessa família.

Uma família pobre onde a mãe é a única figura de exemplo para os filhos, já que o pai morre após o nascimento do irmão mais novo, Júnior, o filho mais velho, começa a explorar os desejos mundo através da curiosidade de uma criança que tem muitas responsabilidades para sua idade. A mãe, Marta, entra em conflito após suspeitar de que seu filho é homossexual, levando-o ao médico e criando uma espécie de barreira entre seu espaço de mãe e seu filho. Enquanto Júnior demonstra interesse por música e deseja alisar o cabelo a qualquer custo, ele se destaca dos outros meninos que se interessam por armas e esporte.

O roteiro traz de maneira perfeita o questionamento perfeito sobre o que qualifica uma mãe como boa ou ruim, ou até que ponto uma criança pode ser considerada homossexual ou apenas curiosa. Até que ponto uma mãe desesperada e conflitante é capaz de chegar para tentar ensinar um filho o que é educação de acordo com seu ponto de vista, e até aonde o preconceito está enraizado na sociedade, podendo fazer com que o medo de alguma coisa acontecer cause danos irreparáveis a uma criança.

Através de uma atuação impecável de Samantha Castillo (Marta) e Samuel Lange Zambrano (Júnior), a obra faz uma crítica à sociedade preconceituosa em que vivemos, e que consequências esse preconceito e outros conflitos sociais, trazem para a vida de cada indivíduo.



Ficha Técnica

Título Original: Pelo Malo

Título no Brasil: Pelo Malo



Direção: Mariana Rondón

Roteiro: Mariana Rondón.

Elenco: Samuel Lange Zambrano, Samantha Castillo,Beto Benites e Nelly Ramos.

Produção: Marité Ugas

Fotografia: Micaela Cajahuaringa

Montador: Marité Ugas

Trilha Sonora: Camilo Froideval

Gênero: Drama

Duração: 93 min.

Ano: 2013

País: Venezuela.

Cor: Colorido

Estúdio: Artefactos S.F / Hanfgarn / Imagen Latina / La Sociedad Post / Sudaca Films

Classificação: 14 anos

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O PALÁCIO FRANCÊS


Sinopse: O ministro Alexandre Taillard de Vorms é um homem jovial, bonito e ambicioso cuja atenção é, geralmente, dirigida a assuntos fúteis. Enquanto a sua equipe já está acostumada a lidar com suas peculiaridades, caberá a um jovem escritor de discursos dar sentido às divagações do oficial.



Crítica:  O filme de Bertrand Tavernier é uma crítica política bem humorada. O Palácio Francês conta uma história sobre os habitantes do Palácio do governo que abriga o grupo de pessoas que governam a França. Para quem vê de longe são pessoas sérias que tem nas mãos a direção do país em questões nacionais e  internacionais. O público passa a ter uma visão mais próxima e descobre as loucuras do grupo, muitas vezes sem noção, decidindo questões de importância vital para milhões de pessoas. 

Em meio às tantas confusões, aparece uma pessoa sensata e competente com habilidade de lidar com toda essa loucura e limitações alheias, que é o caso do personagem Cloude Maupas, que ganhou vida na tela através do ator Niels Arestrup. Um ótimo trabalho desse ator, assim também como Thierry Lhermitte e Raphaël Personnaz que interpretam o sem noção e hiperativo Ministro Alexandre Taillard e o jovem escritor de discursos Arthur Vlamincki sempre "pisando em ovos" por conta do estresse da excêntrica personalidade do Ministro.


Algumas cenas acabam sendo familiares para cinéfilos de qualquer país, por que mesmo com culturas diferentes, a política parece que se repete em vários cantos do mundo.


Quanto a parte técnica é bem feita, fotografia, direção de arte e montagem. Apesar da fotografia cumprir com seu papel, ela trabalha as imagens em tons mais escuros. A Direção de arte trabalha bem a caracterização dos personagens e os cenários com seus adereços de cena. A montagem completa esse trabalho.


O Palácio Francês  perde um pouco de ritmo na repetição das piadas e poderia ter 30 minutos a menos ou outras situações para preencher esse espaço. Mas no geral é divertido e vale como entretenimento. 





Ficha Técnica

Título Original: Quai D'orsay

Título no Brasil: Palácio Francês


Gênero: Comédia

Direção: Bertrand Tavernier

Roteiro: Abel Lanzac e Christophe Blain.


Elenco: Thierry Lhermitte, Raphaël Personnaz, Niels Arestrup, Julie Gayet, Alix Poisson, Anaïs Demoustier, Benoît Carré, Thomas Chabrol, Bruno Raffaelli, Christina Crevillén, Didier Bezace, Francois Perrot, Jane Birkin, Jean-Marc Roulot, Jean-Paul Farré, Joséphine de La Baume,  Karim Dieye, Loïc Risser, Marie Bunel, Michel B. Dupérial, Muhammad Hirzalla,  Renaud Calvet, Sébastien Pouderoux, Sonia Rolland, Sylvain Saulet, Thierry Frémont e Thomas Croisière.

Produção: Frederic Bourboulon e Jérôme Seydoux.

Fotografia: Jérôme Alméras

Montador: Guy Lecorne

Trilha Sonora: Philippe Sarde

Gênero: Comédia


Duração: 113 min.

Ano: 2013

País: França

Cor: Preto e Branco

Estúdio: France 2 Cinéma / Little Bear / Pathé

Classificação: 12 anos


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